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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Terça-feira de Bolsas em queda-livre mundo afora

A quebra do banco Lehman Brothers e o abalo na AIG espalham pânico nos mercados, que tiveram ontem o pior dia desde o 11 de setembro.



A terça-feira (16) é de Bolsas em queda-livre mundo afora – reflexo da crise em Wall Street e do nervosismo dos investidores. Afinal, uma onda de pessimismo tomou conta dos mercados, causando um estrago que não se via desde o 11 de setembro de 2001. Na Ásia, fora registradas hoje baixas de mais de 4%. Seul caiu mais: menos 6,10%. O pregão europeu também opera com índices no vermelho.

O mercado americano desabou. O Índice Dow Jones caiu 4,42%. A Nasdaq encolheu 3,6%. As Bolsas de Nova York e do mundo reagiram à quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos. Ao todo, 158 anos de história que foram encerrados de forma trágica, com 25 mil empregos ameaçados.

Antes de recorrer à concordata, o Lehman Brothers tentou dividir os prejuízos bilionários com vários investidores. O Bank of America preferiu comprar o Merrill Lynch, outro gigante que vem perdendo o fôlego.

O último a fechar as portas ao Lehman Brothers foi o governo federal. A Casa Branca já tinha socorrido o Bear Sterns, intermediando a operação de compra pelo JP Morgan Chase e mais recentemente evitou o colapso da Freddie Mac e da Fannie Mae, disponibilizando US$ 200 bilhões para as duas maiores empresas americanas de hipotecas – dinheiro vindo dos contribuintes.

O que mais choca o mundo neste momento é que o Lehman Brothers conseguiu superar uma das piores crises da história americana: a Grande Depressão de 1929, o período de maior quebradeira nos Estados Unidos e no mundo. Foi essa estabilidade que levou as ações do Lehman a serem negociadas em Bolsas de todo o mundo a um valor superior a US$ 60 cada uma, há menos de um ano. Agora os investidores estão vendo essas mesmas ações sendo negociadas a menos de R$ 0,20.

Outro susto veio da AIG. Uma das maiores seguradoras do mundo pediu empréstimo de US$ 40 bilhões ao Banco Central americano e foi socorrida pelas próprias subsidiárias. Foi uma medida autorizada pelo governo para evitar a quebra e alastrar o pânico.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que os americanos podem ter certeza de que suas contas bancárias estão seguras e que, a longo prazo, as turbulências vão acabar com alguns excessos do mercado. O presidente George Bush reconheceu que o momento pode ser doloroso para quem tem investimentos e também para os funcionários de empresas atingidas, mas afirmou que o mercado é flexível o suficiente para lidar com esses ajustes.

Fonte: Bom dia Brasil

domingo, 31 de agosto de 2008

Quase 2 milhões de pessoas fogem de furacão nos EUA


Menos de 10 mil pessoas permanecem em Nova Orleans.Gustav deixou destruição em Cuba, com ventos de 220 km/h.

Pelo menos 1,9 milhão de pessoas deixaram a zona costeira do estado norte-americano da Louisiana, enquanto o furacão Gustav se aproxima da região. O furacão, que perdeu força ao passar pelo Golfo do México, deve atingir o estado na segunda-feira.

Segundo a administração estadual, menos de 10 mil pessoas permanecem na cidade de Nova Orleans. Trata-se de um “perigoso e destrutivo ciclone”, segundo o Centro Nacional de Furacões.

A população de Nova Orleans começou a deixar a cidade diante da ameaça da chegada do furacão. O prefeito Ray Nagin ordenou neste domingo que seus mais de 239 mil habitantes abandonem a cidade. Ele classificou Gustav de "a mãe de todas as tempestades" e ordenou a saída imediatam já que com isso "não se brinca".

"Vocês devem se preocupar, devem tirar o traseiro do lugar e sair da cidade já", disse Nagin na sede da prefeitura. "Esta é a tempestade do século", falou. Ao todo, 11,5 milhões de pessoas estão na rota do Gustav, de acordo com o Escritório do Censo americano.

O furacão também provocou a interrupção da produção de petróleo no Golfo do México.

As estradas e vias de saída de Nova Orleans já começaram na sexta-feira à noite a registrar aumento no trânsito, e neste sábado houve grandes congestionamentos, principalmente em direção ao Texas. Para os que não têm automóvel, a prefeitura contratou os serviços de 700 ônibus.
Nagin lembrou que não haverá abrigos para as pessoas que não quiserem sair da cidade. Nagin estabeleceu também um toque de recolher para evitar assaltos e roubos às casas vazias. Os residentes têm a opção de ficar para trás e enfrentar a tempestade, mas "seria um dos maiores equívocos que se pode cometer nesta vida", declarou o prefeito.


A cidade lembrou nesta sexta-feira (29) três anos da passagem do devastador furacão katrina, que provocou inundações que deixaram cerca de 2 mil mortos. A investida do Katrina rompeu os diques de proteção no dia 29 de agosto de 2005 e alagou 80% da cidade. Nova Orleans mergulhou no caos enquanto vítimas ilhadas esperavam pelo resgate durante dias.

Fonte: G1

terça-feira, 26 de agosto de 2008

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